Não é a única memória que tenho dele, felizmente, mas é uma que tenho bem fresca, e que para sempre me há-de acompanhar.
Lembro-me dele encostado à ombreira da porta da sala. Cansado, após um dia de festa, um casamento. Sempre acompanhado da sua boa disposição. O casamento teve lugar em época de queima das fitas. Os miúdos, os primos, grupo no qual estava incluído, sabendo deste outro evento, ainda desejavam continuar a festa. Falou-se disso durante o casamento. Falou-se disso com ele. Ao final da noite, já nem os miúdos estavam com disposição para continuar, mas não foi por isso que não foi lançado o desafio: “Oh Pedro, vamos queimar?”
Não fomos, mas iremos.
Até à próxima, tio Mota.
































